ainda de pé.
Debruçada na parede fria,
libero o fluxo
de água morna
que percorre as curvas
do meu corpo cansado,
desviando dos pelos
e pele
arrepiados.
Dilatando as veias
mais finas
fazendo o sangue correr.
Na minha cabeça
cenas
fotografias
fragmentos dos sonhos
que ainda não se realizaram.
Mas um dia hei de…
conseguir.
Uma promessa
foi selada
enquanto o calor da água
beijava o meu pescoço.
Estou tão perdida,
mas logo me encontro
quando não procuro
me afogar pela água
cobrindo o rosto.
De repente
um vazio
não consigo pensar em nada.
Dentro deste box verde,
a ausência de esperança.
Conduzo o sabonete
embriagando-me no cheiro
mate
Você acabou comigo.
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